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LUA CHEIA EM BALANÇA - 28 março de 2021 - Conversas com a Lua by Soraia Sequeira



Lua Cheia 8º18' Balança às 19h48


Ir ao encontro do outro, sem me perder. É possível?

Sim, é possível.


Esta Lua Cheia, no eixo balança-carneiro, pede que curemos em nós para crescer com os outros, e vice-versa, curar através da experiência com o outro para evoluir na nossa individuação.


A energia de balança está associada ao outro, aos relacionamentos, e esta lua cheia, por ser a mais próxima do Sabbat de Ostara, é uma lunação de renovação, harmonização e crescimento.

Tal qual a Primavera, que nos mostra a evolução da semente, nós também estamos a crescer, e, muitas vezes, precisamos de parar para auscultar o outro, principalmente se o outro é aquele que eu vou identificado como o 'causador' dos meus problemas, desconforto, estagnação.

Não há ninguém, além de nós, que esteja a fazer as nossas escolhas. Somos nós que podemos, eventualmente, não saber viver de forma mais saudável a dinâmica com os outros.


Impor limites é um grande convite para quem tem muita energia de balança, pois não podemos, uma vez mais, ignorar o eixo carneiro (EU) balança (o OUTRO). Querer ser aceite e valorizado é legítimo, mas não vale tudo. Sobretudo, não vale anular quem somos.


É crucial vibrar genuíno, e, nesta Lua Cheia, os meus relacionamentos vão ter um holofote, vão estar destacadas. Onde é que me perdi?


Vénus rege balança e Marte rege carneiro. Como é que a deusa do Amor e da harmonia colabora com o deus da guerra? É que o deus da guerra está atualmente em gémeos, onde se encontra, também, o nodo norte.

Há cura no caminho, mas a cura acontece por via do Amor. Não no Amor romântico, e sim no Amor fraterno. Amar é liberdade, Amar não é cobrança.

Ir ao encontro do outro na minha versão autêntica, não por via de personagens que vou criando de acordo a quem me dirijo.

Nesta Lua Cheia é importante reconhecer a necessidade do equilíbrio interior e exterior. A minha relação comigo e a minha relação com os outros.

Podemos escolher libertar-mo-nos do sofrimento para acolher a bênção de podermos viver em comunhão.

Sentir a dor do outro é ser empático, mas viver a dor do outro, ignorando a origem dessa necessidade, é ser mártir.

Equilíbrio é a palavra chave!

Que a luz que enche a lua te encha o coração de mil oportunidades para evoluir mais um bocadinho. Será uma escolha tua.

Grata, Soraia Sequeira